Avaliação da influência da espessura e da posição relativa de materiais simuladores de tecidos moles na densidade óptica de radiografias periapicais da região posterior da mandíbula

Camila P. A. Braga, Aderson Gegler, Vania Fontanella

Abstract


Para avaliar a infl uência da espessura e da posição relativa de materiais simuladores de tecidos moles na densidade óptica de radiografi as periapicais da região posterior da mandíbula, foram realizadas três radiografi as padronizadas de peça anatômica antes e após a dissecação dos tecidos moles, da peça óssea com a interposição vestibular de músculo bovino (20mm), cera utilidade, resina acrílica autopolimerizável e parafi na nas espessuras de 20, 25 e 30mm e da peça óssea com interposição do mesmo material nas seguintes combinações: 5+15 e 10+10mm, sendo o primeiro número referente à espessura do simulador localizado por vestibular e o segundo por lingual. As radiografi as foram digitalizadas e então submetidas à análise da densidade óptica de uma área padronizada. As médias e desvios-padrão da densidade óptica de todos os grupos foram comparadas através da análise da variância, complementada pelo teste de Tukey (α=5%). O
músculo bovino não reproduziu fi elmente os efeitos dos tecidos moles da região posterior da mandíbula na densidade óptica da imagem radiográfi ca. Quando interposto somente por vestibular, o simulador que mais reproduziu a densidade óptica dos tecidos moles foi a cera, nas espessuras de 25 e 30mm. A posição do material simulador em relação à peça óssea interferiu na densidade óptica resultante. Quando interpostos por vestibular e lingual, o acrlílico em duas lâminas de 10mm de espessura, a parafi na e a cera com lâminas de 5 mm por vestibular e 15mm por lingual foram as combinações que resultaram em densidade óptica que não diferiu signifi cativamente daquela da peça com tecidos moles.




DOI: https://doi.org/10.14295/bds.2006.v9i4.456