Aplicabilidade da técnica de corpo de escaneamento reverso para a fabricação de próteses implanto-suportadas: uma revisão de escopo
DOI:
https://doi.org/10.4322/bds.2026.e4974Resumo
Escanear regiões edêntulas reabilitadas com implantes apresenta desafios significativos e exige soluções inovadoras. O desenvolvimento da técnica de corpo de escaneamento reverso (RST) possibilitou que o escaneamento fosse realizado fora do ambiente oral. Objetivo: Esta revisão de escopo analisou a RST, avaliando criticamente os achados na literatura quanto às suas vantagens e desvantagens em relação ao tempo de trabalho e conforto do paciente, adaptação passiva das próteses sobre os pilares, precisão e exatidão da RST. Material e Métodos: Seguindo o protocolo PRISMA, a busca foi realizada até julho de 2025 (MEDLINE/PubMed, EMBASE, Web of Science) por dois revisores independentes (RSLS, PSP) e um especialista (CNCW). Os dados objetivos foram analisados sem meta-análise de efeitos aleatórios. Resultados: Quatro estudos in vitro e oito relatos técnicos foram incluídos na análise (kappa = 0,875). Observou-se uma tendência favorável a esta técnica em arcadas totais para replicar as dimensões da prótese provisória, informações de tecido mole e dispositivo de verificação, com vantagens relatadas quanto ao conforto do paciente e tempo de trabalho. A RST realizada com o scanner E4 RED demonstrou medidas superiores de veracidade (65 ± 43 μm) e precisão (18 ± 11 μm) em comparação às do IOS. Os valores de distância de Procrustes registrados para RST intraoral (mediana 9,5 μm) apresentaram diferença significativa quando comparados ao grupo Controle (mediana 0,3 μm). Devido à escassez de evidências tendo a RST como foco principal, pesquisas adicionais são necessárias para se obter dados robustos. Conclusão: A aplicabilidade potencial da RST para a confecção de próteses sobre implantes mostra-se promissora.
PALAVRAS-CHAVE
Moldagem digital; Fluxo de trabalho digital; Escaneamento de implante; Prótese sobre implante; Scanbody reverso.
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