Resistência de união de cimentos resinosos em restaurações semi-indiretas: um estudo in vitro
DOI:
https://doi.org/10.4322/bds.2026.e5030Resumo
Objetivo: Avaliar in vitro a resistência de união de diferentes cimentos resinosos, tanto convencionais quanto autoadesivos, utilizados em restaurações semi-indiretas. Material e Métodos: Incisivos bovinos (n = 48) foram aleatoriamente divididos em quatro grupos (n = 12) de acordo com o cimento resinoso empregado na cimentação: G1 – RelyX ARC (3M), G2 – RelyX U200 (3M), G3 – NX3 (Kerr) e G4 – Maxcem Elite (Kerr). As restaurações foram confeccionadas pela técnica semi-indireta, simulada por meio da moldagem das cavidades preparadas nos incisivos bovinos. A resistência de união (MPa) foi mensurada por meio do ensaio mecânico de push-out em máquina universal de ensaios. Os dados foram analisados estatisticamente por ANOVA de uma via, seguida do teste de Tukey (α = 0,05). Resultados: As análises de comparações múltiplas demonstraram que o grupo RelyX U200 (3M), um cimento resinoso autoadesivo, apresentou os maiores valores de resistência de união (4.01 ± 1.28). Foi observada diferença estatisticamente significativa apenas em comparação com o grupo Maxcem Elite (Kerr) (2.73 ± 0.95) (p ≤ 0,015). Conclusão: A formulação do cimento influenciou a resistência de união. Embora o cimento resinoso autoadesivo RelyX U200 tenha apresentado os maiores valores, outro cimento autoadesivo (Maxcem Elite) apresentou menor resistência de união em comparação aos cimentos convencionais (RelyX ARC e NX3), indicando variabilidade dentro da mesma categoria de cimento.
PALAVRAS-CHAVE
Adesividade; Cimentos dentários; Materiais dentários; Restauração dentária permanente; Cimentos de resina.
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