Frequência e fatores associados ao tratamento endodôntico em dentes decíduos: um estudo em uma universidade brasileira

Autores

  • Gabrielli Flores Morais Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Odontologia, Departamento de Saúde Bucal da Criança e do Adolescente. Belo Horizonte, MG, Brazil. https://orcid.org/0000-0003-3243-1828
  • Jéssica Madeira Bittencourt Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Odontologia, Departamento de Saúde Bucal da Criança e do Adolescente. Belo Horizonte, MG, Brazil. https://orcid.org/0000-0002-4350-0828
  • Ananda Tatielle da Silva Val Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Odontologia, Departamento de Saúde Bucal da Criança e do Adolescente. Belo Horizonte, MG, Brazil. https://orcid.org/0009-0004-5814-774X
  • Priscilla Sena Souza Luz Campos Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Odontologia, Departamento de Saúde Bucal da Criança e do Adolescente. Belo Horizonte, MG, Brazil. https://orcid.org/0000-0002-8964-8860
  • Cristiane Baccin Bendo Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Odontologia, Departamento de Saúde Bucal da Criança e do Adolescente. Belo Horizonte, MG, Brazil. https://orcid.org/0000-0003-4849-8779
  • Izabella Barbosa Fernandes Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Odontologia, Departamento de Saúde Bucal da Criança e do Adolescente. Belo Horizonte, MG, Brazil. https://orcid.org/0000-0003-4869-9925

DOI:

https://doi.org/10.4322/bds.2026.e5048

Resumo

Objetivo: Verificar a frequência do tratamento endodôntico em dentes decíduos realizado em uma universidade brasileira e analisar os fatores associados. Material e Métodos: Estudo transversal retrospectivo baseado na análise de prontuários odontológicos de crianças de 2 a 10 anos. Foram incluídas crianças cuja primeira consulta ocorreu entre 2022 e 2024 nas clínicas de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Brasil. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFMG. A variável dependente foi a realização de tratamento endodôntico (pulpectomia) em dente decíduo. As variáveis independentes incluíram dados sociodemográficos, informações sobre saúde bucal, dados psicocomportamentais e cárie dentária (ICDAS). Os dados foram analisados por regressão de Poisson não ajustada e ajustada (p < 0,05), utilizando o software IBM SPSS, versão 25.0. Resultados: Dos 872 prontuários avaliados, 76 (8,7%) pacientes realizaram tratamento endodôntico. Houve associação significativa entre o tratamento endodôntico e número de dependentes da renda familiar (RP = 1,24; IC 95% = 1,04–1,48), motivo da primeira consulta odontológica para tratamento curativo (RP = 3,03; IC 95% = 1,09–8,33), presença de dor dentária (RP = 2,17; IC 95% = 1,02–4,60), presença de cárie dentária (RP = 8,41; IC 95% = 1,03–68,38) e idade da criança até 7 anos (RP = 2,86; IC 95% = 1,35–5,88). Conclusão: A frequência de tratamento endodôntico em dentes decíduos foi baixa e esteve associada à idade da criança, dor dentária, cárie dentária, motivo da primeira consulta odontológica e número de dependentes da renda familiar.

PALAVRAS-CHAVE

Criança; Cárie dentária; Endodontia; Pulpectomia; Dente decíduo.

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Publicado

2026-09-08

Edição

Seção

Artigos de Pesquisa Clínica ou Laboratorial

Como Citar

1.
Morais GF, Bittencourt JM, Val AT da S, Campos PSSL, Bendo CB, Fernandes IB. Frequência e fatores associados ao tratamento endodôntico em dentes decíduos: um estudo em uma universidade brasileira. BDS [Internet]. 8º de setembro de 2026 [citado 9º de setembro de 2026];29:e5048. Disponível em: https://bds.ict.unesp.br/index.php/cob/article/view/5048