Frequência e fatores associados ao tratamento endodôntico em dentes decíduos: um estudo em uma universidade brasileira
DOI:
https://doi.org/10.4322/bds.2026.e5048Resumo
Objetivo: Verificar a frequência do tratamento endodôntico em dentes decíduos realizado em uma universidade brasileira e analisar os fatores associados. Material e Métodos: Estudo transversal retrospectivo baseado na análise de prontuários odontológicos de crianças de 2 a 10 anos. Foram incluídas crianças cuja primeira consulta ocorreu entre 2022 e 2024 nas clínicas de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Brasil. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFMG. A variável dependente foi a realização de tratamento endodôntico (pulpectomia) em dente decíduo. As variáveis independentes incluíram dados sociodemográficos, informações sobre saúde bucal, dados psicocomportamentais e cárie dentária (ICDAS). Os dados foram analisados por regressão de Poisson não ajustada e ajustada (p < 0,05), utilizando o software IBM SPSS, versão 25.0. Resultados: Dos 872 prontuários avaliados, 76 (8,7%) pacientes realizaram tratamento endodôntico. Houve associação significativa entre o tratamento endodôntico e número de dependentes da renda familiar (RP = 1,24; IC 95% = 1,04–1,48), motivo da primeira consulta odontológica para tratamento curativo (RP = 3,03; IC 95% = 1,09–8,33), presença de dor dentária (RP = 2,17; IC 95% = 1,02–4,60), presença de cárie dentária (RP = 8,41; IC 95% = 1,03–68,38) e idade da criança até 7 anos (RP = 2,86; IC 95% = 1,35–5,88). Conclusão: A frequência de tratamento endodôntico em dentes decíduos foi baixa e esteve associada à idade da criança, dor dentária, cárie dentária, motivo da primeira consulta odontológica e número de dependentes da renda familiar.
PALAVRAS-CHAVE
Criança; Cárie dentária; Endodontia; Pulpectomia; Dente decíduo.
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