Desempenho físico-químico e mecânico de uma resina bioativa em comparação com materiais restauradores convencionais sob desafio erosivo
DOI:
https://doi.org/10.4322/bds.2026.e5153Resumo
Objetivo: Avaliar as propriedades físico-químicas e mecânicas de uma resina bioativa em comparação com uma resina convencional e um cimento de ionômero de vidro modificado por resina após um desafio erosivo. Material e Métodos: Trinta espécimes (n = 10 por material) foram confeccionados e submetidos a cinco ciclos diários, consistindo em imersão em Sprite® (pH 3,6) por 6 horas, seguida de armazenamento em saliva artificial por 18 horas. A liberação de fluoreto foi quantificada. A dureza e a rugosidade superficiais foram avaliadas antes e após o desafio erosivo, enquanto a sorção e a solubilidade foram determinadas de acordo com a ISO 4049. Os dados foram analisados por ANOVA de uma via seguida do teste de Tukey, testes t pareados ou teste de Kruskal–Wallis (α = 0,05). Resultados: A liberação cumulativa de fluoreto foi de 11,60, 12,31 e 0,23 µg F/mL para a resina bioativa, o cimento de ionômero de vidro modificado por resina e a resina convencional, respectivamente. A liberação foi semelhante entre a resina bioativa e o cimento de ionômero de vidro modificado por resina (p = 0,7008), e ambos liberaram mais fluoreto que a resina convencional (p < 0,0001). A dureza diminuiu de 92,36 para 78,65 HV na resina bioativa, de 96,03 para 70,46 HV na resina convencional e de 178,09 para 90,88 HV no cimento de ionômero de vidro modificado por resina (p ≤ 0,0425). A perda de dureza foi semelhante entre as resinas (p = 0,7091) e inferior à do cimento de ionômero de vidro modificado por resina (p ≤ 0,0061). A rugosidade aumentou em todos os grupos (p ≤ 0,0338), enquanto a sorção e a solubilidade não diferiram entre os materiais (p ≥ 0,2802). Conclusão: Sob essas condições in vitro, a resina bioativa apresentou comportamento mecânico comparável ao da resina convencional e liberação de fluoreto semelhante à do cimento de ionômero de vidro modificado por resina. Estudos in situ e clínicos adicionais são necessários.
PALAVRAS-CHAVE
Resinas compostas; Materiais dentários; Fluoretos; Cimentos de ionômero de vidro; Erosão dental.
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