Atividade de cárie na primeira infância fatalidade ou transmissibilidade?

Murilo de S. Guimarães, Angela C. C. Zuanon, Denise M. P. Spolidório, Wagner L. de C. Bernardo, Juliana Á. D. B. Campos

Abstract


A lesão de cárie em dentes decíduos é encarada com normalidade e considerada uma fatalidade,pois muitas mães desconhecem que esta alteração constitui uma doença infecciosa transmissível, passível de prevenção e que pode ser controlada evitando a contaminação entre as mães e seus filhos. Esta pesquisa teve como objetivo avaliar a correlação entre a atividade de cárie entre crianças e suas mães, bem como analisar sua relação com o nível de Streptococcus do grupo mutans. Foi avaliada a atividade de cárie de 51 crianças de 2 meses a 5 anos de idade, assim como a de suas mães. O biofilme bacteriano foi coletado dos dentes das crianças, para realizar a contagem de colônias do microrganismo. Pode-se observar que não houve evidência de que o nível de Streptococcus do grupo mutans presente na cavidade bucal das crianças dependeu de suas idades, e que não ocorreu associação entre atividade de cárie e o aumento do nível deste microrganismo.Os autores encontraram também evidência de associação entre a atividade de cárie das crianças e de suas mães. Desta forma concordamos que há necessidade do desenvolvimento de programas educativos voltados para os pais e preventivos voltados para os bebês procurando estabelecer hábitos saudáveis para evitar a contaminação da cavidade bucal da criança e oferecer a verdadeira promoção de saúde.



DOI: https://doi.org/10.14295/bds.2004.v7i4.216