Análise do ângulo nasolabial, em pacientes tratados ortodonticamente, com ou sem extrações dos pré-molares

Luiz Cesar de Moraes, José Antonio Pereira Salgado, Júlio Cezar de Melo Castilho, Mari Eli Leonelli de Moraes

Abstract


Este estudo constou da análise do ângulo nasolabial de uma amostra pertencente ao curso de Especialização de Ortodontia e Ortopedia Facial, da Disciplina de Ortodontia, da Faculdade de Odontologia, de São José dos Campos, de 52 telerradiografias cefalométricas laterais, do início e o final do tratamento ortodôntico de cada paciente, em um total de 26 de cada grupo, do sexo feminino, leucoderma, sendo que 13 pacientes foram tratados com extrações dos pré-molares e 13 pacientes não se submeteram a extração. A média de idade dos pacientes com extração foi de 148,85 meses e sem extração com média de 145,62 meses no início do tratamento. Os resultados obtidos permitem concluir que houve aumento médio do ângulo nasolabial no grupo com extração de 108,00o do início do tratamento para 116,77o no final do tratamento, com diferença estatisticamente significante a 5% e no grupo sem extração de 111,88o do início do tratamento para 113,81º no final do tratamento, sem diferença estatisticamente significante a 5%. Comparando os grupos com extração e sem extração houve diferença estatisticamente significante a nível de 5%. Pode-se concluir que pacientes tratados com extrações de pré-molares, apresentaram um ângulo maior do que os tratados sem extração, estatisticamente significante. Tanto em pacientes tratados com ou sem extração dentária houve aumento do ângulo nasolabial. Mudanças do ângulo nasolabial traduzem alterações do lábio superior, provavelmente em resposta à retração dentária e deve-se ter cautela em tratamentos onde há indicação de extração dentária, informando ao paciente do aumento do ângulo nasolabial.




DOI: https://doi.org/10.14295/bds.2001.v4i3.128