Influência da polimerização por meio da energia de microondas sobre a porosidade interna de bases de resina acrílica de prótese total superior

Ana Carolina Pero, Ana Carolina Brogna, Débora B. Barbosa, Marco Antonio Compagnoni

Abstract


A porosidade na resina acrílica (RA) é atribuída a uma série de fatores e pode interferir nas propriedades deste material e na estética das bases protéticas. Ela pode estar associada à polimerização incompleta da RA ou ao excesso de aquecimento durante a sua polimerização. A utilização da energia de microondas na polimerização da RA é um processo que apresenta como principal vantagem a economia de tempo nos procedimentos laboratoriais para a confecção de próteses totais. No entanto, é importante que se utilizem tempos e potências adequados para que não ocorra prejuízo às propriedades físicas e mecânicas da RA. O objetivo do presente trabalho foi verifi car a presença de poros em diferentes regiões de bases protéticas de RA de prótese total superior, com espessura de 3,5 mm, processadas em três ciclos de polimerização por meio da energia de microondas: A) 500 W por 3’; B) 90 W por 13’ (mufl a na vertical) + 500 W por 90’’ (mufla na horizontal); C) 320 W por 3’ + 4’ 0W + 720 W por 3’. O grupo controle foi polimerizado em banho de água quente por 9 h a 74oC (ciclo T). Após o seu processamento, as bases foram seccionadas transversalmente em três regiões (anterior, média e posterior) e em cada região três áreas foram analisadas. As imagens dessas áreas foram capturadas em um microscópio e a área dos poros foi quantifi cada por um programa de computador (Leica). O teste de Kruskal-Wallis não detectou diferenças entre os diferentes ciclos e regiões das bases avaliadas (a=.05). Nenhuma diferença signifi cativa na
porosidade foi encontrada em relação às regiões analisadas nas bases polimerizadas nos ciclos em microondas. Ainda, a quantidade de poros nas bases polimerizadas em microondas foi semelhante para as bases polimerizadas pelo método convencional, independente da região analisada. Concluiu-se que a presença de poros não sofreu infl uência do ciclo de polimerização e da área da base protética maxilar analisada.



DOI: https://doi.org/10.14295/bds.2006.v9i4.466