Avaliação de um silicone nacional para próteses faciais em função do efeito do tempo de armazenagem, da desinfecção química e da pigmentação sobre a deterioração marginal e a dureza SHORE A

Aimée Maria Guiotti, Marcelo Coelho Goiato

Abstract


O insucesso das próteses faciais é causado pelas limitações das propriedades dos materiais existentes, sendo as mais críticas a flexibilidade e a durabilidade. Diante destas considerações, o objetivo desta pesquisa foi o de avaliar a deterioração marginal e a dureza SHORE A de um silicone nacional para uso em prótese facial – o Silastic 732 R.T.V., sob a influência do tempo de armazenagem, da desinfecção diária e de dois tipos de pigmentação. Foram confeccionados 30 corpos-de-prova, divididos em 3 grupos: incolor, pigmentados com maquiagem e com óxido de ferro. A análise da deterioração marginal foi realizada em microscópio eletrônico de varredura e o teste de dureza do material foi realizado em durômetro SHORE A, imediatamente, 6 meses e um ano após a confecção dos corpos-de-prova, seguindo as especificações da ASTM. Os dados da dureza foram submetidos à análise estatística, utilizando-se do teste de Tukey. O silicone apresentou um aumento da sua dureza com o passar do tempo. Entretanto, a dureza manteve-se estável no período de 6 meses a 1 ano. Após a análise visual das imagens microscópicas foi possível perceber que todos os grupos sofreram deterioração marginal e alteração de sua textura superficial com o passar do tempo. O uso da desinfecção não contribuiu para a deterioração marginal do silicone, independentemente da pigmentação e do tempo de armazenagem. Concluiu-se que o silicone nacional está de acordo com os valores de dureza SHORE A encontrados na literatura, independentemente do tempo de armazenagem, da pigmentação e da desinfecção química




DOI: https://doi.org/10.14295/bds.2008.v11i4.670