Avaliação do ângulo nasolabial, em radiografias cefalométricas laterais, dividido em ângulo superior e inferior, por uma linha paralela ao plano de Frankfort, em indivíduos portadores de má-oclusão classe II e classe III de angle

José A. P. Salgado, Luiz C. de Moraes, Júlio C. de M. Castilho, Mari Eli L. de Moraes

Abstract


Este estudo constou da análise do ângulo nasolabial e sua divisão em superior e inferior, por uma linha paralela ao Plano de Frankfort passando pelo ponto subnasal. Foram utilizadas 120 radiografias cefalométricas norma lateral, em pacientes portadores de má-oclusão Classe II e Classe III de Angle, 60 de cada grupo, 30 do sexo feminino e 30 do sexo masculino, na faixa etária de 13 a 43 anos, com média de idade de 241,03+77,78 meses. Os resultados obtidos foram para o ângulo nasolabial média para toda amostra de 106,42º+9,87º, sendo para Classe II média de 109,37º+9,10º e para Classe III de 103,48º+9,79º, no sexo masculino média de 107,02º+10,32º e no sexo feminino de 105,83º+9,44º. O ângulo superior apresentou média para toda amostra de 22,092º+8,831º, sendo para Classe II a média de 26,48º+8,68º e para a Classe III de 17,708º+6,543º, no sexo masculino média de 22,40 +8,85º e no sexo feminino de 21,78º+8,87º. Para o ângulo inferior média de toda amostra de 84,429º+8,717º, sendo para Classe II média de 82,93º+7,99º e para Classe III média de 85,93º+9,21º, no sexo masculino de 84,63º+9,21º e no sexo feminino de 84,23 +8,26º. Conclui-se para o ângulo nasolabial e para o ângulo superior, os indivíduos Classe II diferem dos indivíduos da Classe III (Classe II maior que Classe III), com diferença estatisticamente significante; para os ângulos nasolabial e superior não houve diferença estatisticamente significante para sexo e interação entre sexo com má-oclusão; para o ângulo inferior não diferem estatisticamente os dados para má-oclusão, sexo e suas interações.



DOI: https://doi.org/10.14295/bds.2003.v6i3.602