Avaliação da contaminação interna em canetas de alta rotação na prática clínica
DOI:
https://doi.org/10.14295/bds.2011.v14i3/4.749Palavras-chave:
microrganismos, biossegurança, equipamentos odontológicosResumo
Durante a execução de procedimentos odontológicos, muitos microrganismos da cavidade oral são aspirados e ficam depositados dentro das tubulações das canetas de alta rotação. O objetivo do presente trabalho foi avaliar, primeiramente, através de um questionário, a rotina de cuidados prévios e reprocessamento de canetas de alta rotação, por 35 acadêmicos em Odontologia de uma instituição de ensino. Após, avaliou-se microbiologicamente a contaminação interna das 35 canetas, antes e após o uso em procedimentos clínicos de rotina. Os resultados mostraram que 40% dos acadêmicos nunca esterilizaram suas canetas de alta rotação e a desinfecção com álcool 70%, em substituição a esterilização entre um atendimento e outro, é comumente realizada. Quando da análise microbiológica, foram identificados dezesseis diferentes tipos de bacilos gram-negativos (BGNs), sendo que 31,4% eram da espécie Pseudomonas ssp. nas amostras coletadas antes da utilização das canetas e 25,8% após o uso. 8,6% das bactérias identificadas antes e após o procedimento eram Chromobacterium Violaceum (C. Violaceum). Identificou-se, entre outras, Acinetobacter, Stenotrophomonas maltophilia (S. maltophilia) e Moraxella, antes e após a realização do procedimento. O Teste Exato de Fisher (P= 0,126) mostrou não haver diferença significativa no nível de contaminação, por bacilos gram-negativos, nas amostras coletadas antes e após a utilização da alta rotação.
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