Uma nova alternativa para o acabamento da superfície de preparos dentários com instrumentos ultrassônicos e tecnologia CVD
DOI:
https://doi.org/10.4322/bds.2026.e4855Resumo
Objetivo: Este estudo teve como objetivo avaliar a rugosidade e a qualidade do acabamento superficial da dentina bovina preparada utilizando diferentes protocolos de instrumentação. Pontas diamantadas convencionais de alta rotação foram comparadas com pontas diamantadas CVD ultrassônicas para avaliar sua eficácia na otimização do preparo de dentes para prótese, preservando a estrutura dental. Material e Métodos: Quarenta dentes bovinos foram aleatoriamente distribuídos em quatro grupos experimentais (n = 10) de acordo com o protocolo de acabamento dentinário. O grupo Controle (DT) utilizou uma ponta diamantada convencional em alta rotação. O grupo DT+CR4 empregou uma ponta convencional seguida de uma ponta diamantada CVD (CR4) acoplada a um dispositivo ultrassônico. O grupo DT+CR4U utilizou uma ponta convencional seguida de duas pontas diamantadas CVD ultrassônicas (CR4 e CR4U ultrafina). O grupo DT+FF+RT consistiu em uma ponta convencional seguida de uma broca de carboneto multilaminada, uma ponta diamantada ultrafina e pontas de polimento de borracha. Após o preparo, a rugosidade superficial (Ra) foi medida utilizando um perfilômetro de contato, e a topografia da superfície foi analisada qualitativamente por microscopia eletrônica de varredura (MEV). Os dados foram submetidos a análises descritivas e de variância com intervalo de confiança de 95%. Resultados: o grupo Controle apresentou valores de rugosidade superficial significativamente maiores (Ra = 3,46 ± 0,89; p < 0,001) em comparação com todos os grupos experimentais. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os protocolos experimentais Ra = 1,94 ± 0,80; 1,87 ± 0,43; 1,83 ± 0,66 (p > 0,05). A análise por MEV revelou que os grupos DT+CR4 e DT+CR4U exibiram superfícies de dentina mais regulares e homogêneas do que o grupo Controle, enquanto o grupo DT+FF+RT apresentou o padrão de superfície mais liso. Conclusão: O preparo dentário realizado com pontas diamantadas CVD ultrassônicas resultou em superfícies de dentina regulares e homogêneas, além de uma redução significativa na rugosidade superficial, em comparação com o uso isolado de brocas diamantadas convencionais. Esses achados corroboram o uso de pontas diamantadas CVD como uma alternativa viável e conservadora para o acabamento do preparo dentário protético.
PALAVRAS-CHAVE
Preparo de cavidade dentária; Preparo dentário para prótese; Microscopia eletrônica de varredura; Propriedades de superfície; Ultrassom.
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