Resistência ao cisalhamento da união de um cimento resinoso a um cerômero submetido a diferentes tratamentos de superfície

Sheila Pestana Passos, Monalisa Olga Lessa da Encarnação, Maria Jacinta Moraes Coelho Santos, Gildo Coelho Santos Jr, Marco Antonio Bottino

Abstract


Este estudo avaliou a influência de diferentes tratamentos de superfície na resistência de união de um cimento resinoso (Rely X – 3M ESPE) a um cerômero (Cristobal – Microdont). Quarenta discos da resina foram confeccionados (3,0 x 4,0 mm), fixados em cilindros plásticos e divididos em cinco grupos, de acordo com o tratamento de superfície: 1 – condicionamento com ácido fosfórico 37% por 15 segundos (controle); 2 – jateamento com óxido de alumínio 50 μm por 15 segundos; 3 - jateamento com óxido de alumínio mais aplicação de silano por 1 minuto; 4 - jateamento com óxido de alumínio, ácido fosfórico 37% e silano; 5 - jateamento com sílica 30 μm (Cojet - 3M Dental) e silano. Após, foi aplicado sistema adesivo (Single Bond 2 – 3M) e o cimento resinoso inserido na superfície do compósito através de uma matriz circular de teflon (3,0 x 3,0 mm). O cimento foi fotoativado (Optilight / Gnatus - 400 mW/cm2) por 40 segundos. Após armazenamento em água destilada (± 37ºC / 24 horas), foi realizado ensaio de cisalhamento na máquina de ensaio universal (EMIC DL 2000, velocidade: 1 mm/min). Os valores obtidos foram: Grupo 1 – 7,29 MPa; Grupo 2 – 22,13 MPa; Grupo 3 – 20,43 MPa; Grupo 4 – 22,93 MPa; Grupo 5 – 23,58 MPa. Os dados foram submetidos à análise de variância e ao teste de Tukey (5%). Apenas o grupo controle apresentou diferença estatisticamente significante dos demais. O jateamento com óxido de alumínio ou sílica resultou no aumento da resistência de união entre cimento resinoso e cerômero.




DOI: https://doi.org/10.14295/bds.2009.v12i2.345