Resistência à microtração entre uma cerâmica hidrotérmica, silanizada ou não, aderida à uma resina composta por um cimento resinoso

Angela Lopes, Fabiola Leite, Luis Felipe Valandro, Luciana Siqueira, Luiz André Pimenta, Maximiliano Piero Neisser

Abstract


Esse trabalho teve como objetivo avaliar a resistência adesiva entre uma cerâmica hidrotérmica (Symbio ceram, Degussa), silanizada ou não e aderida à uma resina composta (Filtec Z100- 3M ESPE) por um cimento resinoso (Panavia F, Kuraray). Foram confeccionados 2 blocos, divididos em 2 grupos assim constituídos: Grupo I-tratamento de superfície da cerâmica com ácido fluorídrico a 10% e união a um substrato (resina composta) com cimento resinoso; Grupo II-tratamento de superfície da cerâmica com ácido fluorídrico a 10%, aplicação de Silano (Dentisply) e união a um substrato (resina composta) com cimento resinoso. Os blocos foram armazenados em água destilada por 7 dias a 37 °C. Em seguida, foram cortados de forma a obter, para cada grupo, 10 corpos-de-prova com dimensões aproximadas de 10mmx1mmx1mm e área de avaliação de 1mm2 ± 0,1mm2, os quais foram tracionados em máquina de ensaios universal (EMIC) na velocidade de 0,5mm.min-1. Os valores médios (MPa) foram submetidos aos testes estatísticos T test (paramétrico) e U- Mann-Whitney (não paramétrico), mostrando que o Grupo I (média 15,09±3,97 e mediana 16,63) diferiu estatisticamente do Grupo II (média 27,06±10,59 e mediana 26,370) (t=3,78; gl=18; p-valor= 0,0014) (U= 11.50; p=0,004). Em função da metodologia empregada e dos resultados obtidos concluiu-se que a aplicação de silano aumentou a resistência adesiva do cimento resinoso à cerâmica.



DOI: https://doi.org/10.14295/bds.2003.v6i2.358